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Olá bom dia pessoal, pesso desculpa pela pouca quantidade de postagens, isso se dar ao fato da correria na universidade, mas em breve estarei fazendo atualizações constantes...
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
ECOLOGIA 15/06/2014 | 16h31
As perdas de carbono na Floresta Amazônica pela degradação florestal
representam até 40% das perdas pelo desmatamento. É o que revela artigo
publicado por cientistas na revista Global Change Biology.
A Amazônia tem um papel de destaque na contenção do processo de
aquecimento global. Ela estoca cerca de 90 bilhões de toneladas de
carbono, o que corresponde a 35% do carbono presente nas florestas
tropicais no mundo. No entanto, os pesquisadores mostram que, além da
perda de carbono através do desmatamento, a floresta também perde muito
carbono quando é degradada.
A exploração madeireira e os incêndios acidentais na região causam a
perda de cerca de 54 milhões de toneladas de carbono, que representam
40% da perda anual pelo desmatamento da floresta, o que não vem sendo
contabilizado nos números oficiais. Para se ter ideia desta quantidade, a
perda equivale a mais de 40 milhões de carros circulando durante um
ano.
A pesquisa foi iniciada em 2009 com pesquisadores da Embrapa, do
Museu Paraense Emilio Goeldi e da Universidade de Lancaster (Reino
Unido). A pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira,
explica que a análise dos dados de campo foi combinada com a análise de
imagens de satélite da década de 80,quando o Brasil começou a monitorar o
desmatamento por meio do Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais.
– Esse é um dos grandes diferenciais do trabalho, pois realizou-se
uma pesquisa detalhada em áreas de florestas degradadas, que normalmente
são difíceis de visualizar nas imagens de satélite. Até então, as
pesquisas com emissões de carbono referiam-se ao desmatamento da
floresta, ou então a estudos focados em distúrbios isolados. Este é o
primeiro estudo que contempla áreas degradadas e diferentes tipos de
distúrbio com um todo – explica.
A quantidade estocada de carbono foi avaliada em diferentes tipos de
florestas: intacta ou primária; com exploração seletiva de madeira; e
explorada e queimada. Para chegar a essa quantidade, a conta é simples:
50% de uma árvore – a parte aérea (folhas) e madeira - é carbono, medida
que vale para plantas em geral. Os resultados do estudo nos diferentes
tipos de floresta mostram que as perdas de carbono vão de 18% a 57%
quando se compara as áreas degradadas às áreas intactas.
A combinação dos danos causados pela extração de madeira e incêndios
acidentais pode então transformar as florestas em um mato denso, cheio
de árvores e cipós de pequeno porte, resultando em armazenamento 40%
menor nos estoques de carbono nas matas degradadas. E o corte seletivo
de madeira está desempenhando um papel fundamental nesse processo.
Para o pesquisador Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, o estudo
abre novas perspectivas para entender o uso da terra na Amazônia, os
processos de degradação e os impactos da ação do homem sobre a
floresta.
– O próximo passo é entender melhor como essas florestas degradadas
respondem a outras formas de distúrbios causados pelo homem,
especialmente aqueles oriundos das mudanças climáticas, como períodos de
seca mais severos e estações de chuva com maiores níveis de
precipitação – finaliza Barlow.
Fonte: Rural BR Agricultura
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