quarta-feira, 27 de agosto de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

NOTA!!!



Olá bom dia pessoal, pesso desculpa pela pouca quantidade de postagens, isso se dar ao fato da correria na universidade,  mas em breve estarei fazendo atualizações constantes...

Me adicionem no facebook ou me mandem sugestões de artigos, a serem postados por e-mail. 

facebook: doninho_94@hotmail.com (Lourivaldo Silva)
e-mail: lourivaldo.black@gmail.com

 

Atenciosamente Administrador!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ECOLOGIA  15/06/2014 | 16h31

Pesquisa revela danos do fogo e exploração madeireira sobre a Amazônia

Região armazena cerca de 90 bilhões de toneladas de carbono







Foto: Prefeitura de Santarém
Região estoca cerca de 90 bilhões de toneladas de carbono
     As perdas de carbono na Floresta Amazônica pela degradação florestal representam até 40% das perdas pelo desmatamento. É o que revela artigo publicado por cientistas na revista Global Change Biology.
A Amazônia tem um papel de destaque na contenção do processo de aquecimento global. Ela estoca cerca de 90 bilhões de toneladas de carbono, o que corresponde a 35% do carbono presente nas florestas tropicais no mundo. No entanto, os pesquisadores mostram que, além da perda de carbono através do desmatamento, a floresta também perde muito carbono quando é degradada.
A exploração madeireira e os incêndios acidentais na região causam a perda de cerca de 54 milhões de toneladas de carbono, que representam 40% da perda anual pelo desmatamento da floresta, o que não vem sendo contabilizado nos números oficiais. Para se ter ideia desta quantidade, a perda equivale a mais de 40 milhões de carros circulando durante um ano.
      A pesquisa foi iniciada em 2009 com pesquisadores da Embrapa, do Museu Paraense Emilio Goeldi e da Universidade de Lancaster (Reino Unido). A pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira, explica que a análise dos dados de campo foi combinada com a análise de imagens de satélite da década de 80,quando o Brasil começou a monitorar o desmatamento por meio do Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
– Esse é um dos grandes diferenciais do trabalho, pois realizou-se uma pesquisa detalhada em áreas de florestas degradadas, que normalmente são difíceis de visualizar nas imagens de satélite. Até então, as pesquisas com emissões de carbono referiam-se ao desmatamento da floresta, ou então a estudos focados em distúrbios isolados. Este é o primeiro estudo que contempla áreas degradadas e diferentes tipos de distúrbio com um todo – explica.
      A quantidade estocada de carbono foi avaliada em diferentes tipos de florestas: intacta ou primária; com exploração seletiva de madeira; e explorada e queimada. Para chegar a essa quantidade, a conta é simples: 50% de uma árvore – a parte aérea (folhas) e madeira - é carbono, medida que vale para plantas em geral. Os resultados do estudo nos diferentes tipos de floresta mostram que as perdas de carbono vão de 18% a 57% quando se compara as áreas degradadas às áreas intactas.
     A combinação dos danos causados pela extração de madeira e incêndios acidentais pode então transformar as florestas em um mato denso, cheio de árvores e cipós de pequeno porte, resultando em armazenamento 40% menor nos estoques de carbono nas matas degradadas. E o corte seletivo de madeira está desempenhando um papel fundamental nesse processo.
Para o pesquisador Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, o estudo abre novas perspectivas para entender o uso da terra na Amazônia, os processos de degradação e os impactos da ação do homem sobre a floresta. 
– O próximo passo é entender melhor como essas florestas degradadas respondem a outras formas de distúrbios causados pelo homem, especialmente aqueles oriundos das mudanças climáticas, como períodos de seca mais severos e estações de chuva com maiores níveis de precipitação – finaliza Barlow.

 

Fonte: Rural BR Agricultura